Mensagens

Um deus que nos faz mal

Ninguém de bom senso, compra dinheiro pela sua beleza estética, utilidade ou apenas porque sim; podem fazê lo por muitos motivos, mas não vai ser útil a quem quer que seja, a não ser para adquirir objectos, esses sim úteis ou dinheiro igual àquele que serve como pagamento da compra ou mesmo, para colocar debaixo do colchão.  Isto apenas porque o deus-dinheiro em excesso e em mãos irresponsáveis, não passa de um engano e até pode ser uma carástrofe. O DINHEIRO, enquanto tal, é  útil para adquirir bens que necessitamos; apenas isso. Claro que quem tem dinheiro, passa a ter carros, casas de luxo, fazer férias onde apetece, e muitas outras excentricidades...isso ainda posso apelidar de algo positivo; mas o desperdício do remanescente que poderia transformar a vida de quem precisa, mantém-nos numa redoma sem qualquer preocupação com quem não o tem. Isso é preocupante. O DINHEIRO tanto pode permitir a prossecução do sonho da nossa vida, como pode virar pesadelo, o que é tremenda...

O regresso à escuridão

Como se não bastassem os longos 48 anos de pesadelo.... até aos anos setenta do século passado e dos quais vivi pouco mais de vinte. Tínhamos também de aguentar esta infelicidade. Não, não me sinto privilegiado, antes pelo contrário, mas dei alguns passos com essa minha curta experiência, na formação de uma personalidade algo preocupada com os excessos do Fascismo, para me colocar do lado certo da barricada, na aurora do 25Abril.. A partir dos meus doze/treze anos, num corpo demasiado franzino e com características pouco abonatórias, fisica e de saude, comecei a consciencializarme de que este país era uma aldeia, a minha cidade uma quinta, a minha aldeia, uma capoeira, onde só cantava de galo, quem tinha PODER; os restantes...tinham de pedir a permissão dos "galoscaciques" para protestar com voz rouca debilitada pela falta de alimento que também lhes era sonegada. Com esta introdução talvez demasiado simplista, quero lembrar aos jovens deste nosso tempo que A ESC...

O 25 DE ABRIL DE 1974

O 25 DE ABRIL DE 1974 Cumpria eu o meu último ano de Serviço Militar; não que tenha muitas saudades dessa minha condição de militar, tinha e tenho um espírito independente e nunca gostei de obedecer a ordens dadas por gente que podia ter o PODER, mas não tinha nem a LEGITIMIDADE e na maior parte dos casos, o bom senso; na instituição militar era isso e ainda é nalguns casos, o que nos era pedido pelas hierarquias, OBEDECER DE OLHOS FECHADOS.  Mas ainda sinto, isso sim um tremor de emoção, pelos acontecimentos que nos permitiram sonhar, entre uma invernia de 48 anos e uma Primavera de cravos, que marcaram, quer uma quer outra, para sempre a HISTÓRIA de Portugal.  O 25 de Abril, com as manifestações espontâneas em todas as esquinas e nos sítios mais recônditos, pela positiva , o fascismo, pela repressão, o atraso económico e social, a censura, o poder nas mãos de quem tinha dinheiro...pela NEGATIVA (será que estou focar algo actual ???) .  Recomendo aos imberbes que ...

Saloio de Mação

"Quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vem..." assim  poderíamos caracterizar o Portugal do século XXI: foi por essa desconfiança do nosso modo de vida, que fomos intervencionados e nos obrigaram a "comer o pão que o diabo amassou" durante os últimos quatro anos, no entanto, as elites justiceiras, no nosso pais, socorreram-se daquele provérbio, como argumento para justificar, com provas que ainda ninguém viu, a não ser os senhores juízes, a prisão preventiva de um homem livre sem culpa formada, nem por formar; é que ainda estão à espera que apareçam por obra e graça da família Espírito Santo, as ditas provas. Haverá alguém neste país que consiga acabar com os super-poderes descricionários de alimentação do Ego de juízes, alguns ainda em idade de terminar a sua formação humana e social? Poderiam ser bons juízes se maturassem a sua formação humana, por mais uns anitos. Dava aqui uma sugestão ao poder político: tal como para chegar a PR, há u...

SOS MANIPULADORES - Documentos do Google

Margarida Vieitez ensina-nos a perceber quem nos faz mal.       Especialista em mediação familiar e de conflitos, Margarida Vieitez dedica-se há mais de vinte anos ao estudo e ao acompanhamento de conflitos diversos, nomeadamente familiares, conjugais e de divórcio. Licenciada em Direito, dedicou-se ao Direito da Família, tendo feito seis pós-graduações, entre as quais Mediação Familiar, Mediação de Conflitos e Saúde Mental. É fundadora do Espaço Família e, mais recentemente, do projeto LoveDoctors. Há pessoas que nos deixam maldispostos, que nos consomem todas as energias, que nos fazem sentir culpados, que nos fazem questionar a nossa capacidade de julgamento. São pessoas tóxicas e transformam-nos numa má versão de nós mesmos. Publicado nesta semana, o livro SOS Manipuladores é um verdadeiro manual para saber identificar e afastar da nossa vida quem nos faz mal. Quem são estes vampiros emocionais, as pessoas tóxicas das quais fala no seu livro? Defino um ...

A Europa alemã caíu no descrédito

Há dois tipos de pessoas que agem de formas opostas, perante o Estado e a Sociedade: Os que defendem que uma lei está acima das pessoas e estas devem cumprir, doa a quem doer. Os que, por outro lado, a abominam e detestam ser controlados seja por alguém,  pelo Estado ou qualquer outra instituição. Em ambos os casos...a rigidez de posições é má conselheira: ambos têm razão e não têm. Se uma regra ultrapassa os limites para além do fim, para que foi criada ou é deturpada pelo seu executor, essa lei não pode, não deve ser cumprida. A ÉTICA. a DIGNIDADE, o RESPEITO, a SOLIDARIEDADE, a MORALIDADE, estão para lá de regras feitas em cima do joelho com o intuito de prejudicar alguém. Acredito sinceramente que é o que se passa neste momento com o choque Alemanha/Grécia; nem a Grécia deve incumprir, nem Europa restante tem legitimidade para o exigir, principalmente, tendo em conta a sua própria insensibilidade e  a certeza de que não  vão receber o seu dinhe...

A Vitória dos fracos

Há muitas coisas que os povos grego e português têm em comum, foco apenas duas: a grandeza de ambos, no passado, e..."desconforto com a estagnação e decadência, no presente e quiçá, no futuro". Tanto eles, como nós, fizemos rebentar de inveja, desde logo, os alemães, pela nossa exiguidade territorial, em contraste com a difusão das nossas culturas por todo o mundo, se comparados com outros povos europeus. Os gregos foram os primeiros no tempo, a seguir os romanos e muitos outros, mas dos alemães, tendo em conta as suas qualidades, o que salta à vista de todos, são as duas guerras mundiais de que foram os principais protagonistas, com os horrores que, em qualquer delas, foram sentidos pelas suas vítimas. Como dizem os nossos governantes, nós não somos a Grécia, mas neste momento, prefiro ser a Grécia na sua gênese cultural com influências em todo o mundo civilizado, que a Alemanha, independentemente da sua riqueza económica e das maravilhas tecnológicas que nem gregos nem ...